03/11/2010
Chuvas atípicas deram nova vida à vegetação sertaneja

Esta semana estive em contato com a mata sertaneja. Fui ao meio da vegetação.  Uma visita rápida. Observei uma mudança na região, a partir de cidades de  Monte Horebe, Serra Grande, Bonito de  Santa Fé e São José de Piranhas.

Em relação à paisagem de pouco mais de 20 dias atrás, a última vez em que estive lá. Parece milagre: A caatinga cinzenta se transformou rapidamente num verde quase exuberante, onde os arbustos e árvores, começaram a emergir como se tivesse dado um suspiro profundo e bebido um gole  de água.

De fato, na caatinga, a mata branca (que é um bioma único no mundo e exclusivamente brasileiro) as plantas xerófilas, possuem mecanismo que se adaptam bem ao semi-árido: suas raízes são profundas, o que facilita a busca de umidade; são recobertas por uma camada de cera que retém líquidos e as folhas pequenas, são finas e por vezes reduzem-se a espinhos.

Durante o período de seca, maior parte dessa vegetação, com espécie de plantas caducifólias, perde a folhagem, evitando assim um nível maior de perda de água pelo mecanismo da respiração. Há ainda as cactáceas, de folhas atrofiadas e caules grossos que resistem à seca armazenando grande quantidade de água.

Saio da paisagem. Olho para trás e vejo que o verde das plantações  está prestes a se perder, pois a chuva cessou e não há sinais de que ela volte em breve. Amém.


Redação,
do Radar Sertanejo.