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14/11/2010
Paraíba tem vestígios da pré-história em 63
municípios

São mais de 270 ‘tesouros’ interior adentro.
Em toda a Paraíba, segundo dados do Programa de Conscientização
Arqueológica, existem quase mil sítios arqueológicos catalogados,
apesar do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
catalogar a existência de apenas 121. Somente nas regiões do Agreste,
Brejo, Cariri e Curimataú, são pelo menos 270 áreas já exploradas
pelos pesquisadores do Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da
Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Boa parte destas, infelizmente já
parcialmente destruídas pela ação do homem.
As inscrições rupestres registradas em terras paraibanas datam de três
a cinco mil anos atrás. São gravuras e pinturas feitas pelo homem pré-histórico.
Além disso, a Paraíba possui mais de 200 cemitérios indígenas, das
tribos Cariris e Carairiús, que habitavam as terras paraibanas no século
16. Gravuras rupestres são desenhos esculpidos nas rochas, cerca de
quatro a cinco mil anos atrás. Já as pinturas rupestres foram feitas
entre três a quatro mil anos atrás, utilizando uma tinta arcaica formada
por minerais transformados em pó e diluídos em água, com cera de
plantas, clara de ovo e outras misturas que pudessem tornar a substância
afixável nas paredes das rochas.
Além dos sítios arqueológicos e cemitérios indígenas, o estudo geológico
mostra que, na região de Boa Vista, Cariri paraibano, há indícios de
intensas atividades vulcânicas ocorridas há milhares de anos. O arqueólogo
e professor Juvandi de Souza Santos, coordenador do Laboratório de
Arqueologia e Paleontologia da UEPB, explica que esta ocorrência é
devido às grandes reservas do minério bentonita naquela região. “Este
minério surge em decorrência da decomposição do basalto, que é um
tipo de rocha vulcânica”, informou. Segundo o professor, as regiões próximas
a Pocinhos e Cubati, no Agreste e Curimataú, também apresentam reservas
de bentonita, o que indica existência de processo vulcânico. (JS)
Jornal da Paraíba
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