O jovem José Airton Vicente 20, natural
do sítio Gravatá município de Monte Horebe que foi vítima de uma
picada de um carrapato de capivara durante o tempo que esteve em São
Paulo trabalhando no corte de cana, está em estado vegetativo na cidade
de Cajazeiras.
O rapaz que foi transladado de São Paulo
para a terra do Padre Rolim de avião e internado no HRC com diagnostico
de febre maculosa, uma doença rara transmitida por um parasita
encontrado em cavalos, éguas, mulas e principalmente em capivaras, há
alguns dias recebeu alta e os médicos aconselharam a família a ficar
em Cajazeiras para que ele possa ter acompanhamento médico.
A família que é de origem pobre fez um
sacrifício e alugou uma casa no bairro dos Remédios no valor de R$
300,00, onde José Airton se encontra passando por dificuldades. Ele
precisa fazer 3 sessões de fisioterapia semanais que custam R$ 30,00
cada, e a sua alimentação se baseia em leite e cereal (Mucilon ou
Farinha Láctea) o que fica difícil devido a situação financeira da
família. Foi dado entrada no INSS em um benefício para o rapaz que já
foi aprovado e inclusive já está depositado, mas não está sendo possível
o sauqe devido a documentação ter vindo de São Paulo em nome de José
Airton, que para receber precisa assinar e ele se encontra com o corpo
paralisado. A família também precisa da ajuda de um advogado para este
caso.
Durante a manhã desta quarta feira 24, a
família procurou a rádio Oeste da Paraíba que começou um campanha em
prol de arrecedar donativos para José Airton. Muitas ajudas em dinheiro
e também em alimentação chegaram ao programa Jornal da Manhã e você
que quiser ajudar é só procurar a recepção da emissora e deixar sua
doação.
Entenda o que é Febre Maculosa
Definição
A febre maculosa é uma infecção aguda
causada por uma bactéria, a Rickettsia rickettsii. O homem é
infectado através da picada do carrapato que eventualmente carrega esta
bactéria nas suas glândulas salivares.
Incidência
Esta é uma doença rara, porém o número
de pessoas diagnosticadas vem aumentando desde 1996 quando se tornou
obrigatória a sua notificação para os centros de vigilância
epidemiológica. Estima-se que a maioria dos casos não é diagnosticada
e que os dados disponíveis são provavelmente inferiores à verdadeira
incidência.
É mais comum na zona rural,
principalmente dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Infecção
A Rickettsia é uma bactéria
que sobrevive basicamente dentro das células dos carrapatos. No Brasil,
o carrapato mais comum e também o que mais comumente é vetor desta
infecção é do tipo Amblyomma cajennense. Estes carrapatos são
também conhecidos como “carrapato-estrela”, “carrapato de
cavalo” ou “rodoleiro”. Eles infestam animais domésticos como as
galinhas, cavalos, bois, cachorros e porcos e também animais selvagens
como os gambás, as capivaras, cachorros-do-mato, coelhos, tatus e
cobras.
O carrapato infectado pica o hospedeiro e
através de sua regurgitação inocula a bactéria na corrente sanguínea
do animal ou, mais raramente, em feridas abertas. No homem, isso não é
comum porque para que haja a infecção o carrapato tem que ficar
aderido de 4 a 6 horas.
Todas as pessoas são susceptíveis à
infecção as quais, depois de infectadas, adquirem imunidade,
provavelmente para o resto da vida.
Esta infecção não passa de uma pessoa
doente para outra por contato físico nem contato com saliva, urina ou
fezes. Sempre é necessária a picada do carrapato. Porém, a ausência
de um relato de que houve a picada por um carrapato não exclui o diagnóstico
já que este relato depende da observação e da memória do indivíduo.
Além disso, mais de um caso pode aparecer na mesma família ou em
pessoas que moram na mesma região porque foram expostos aos mesmos
animais portadores de carrapatos infectados.
Os casos são mais comuns nos meses de
primavera e verão.
Sintomas
A pessoa infectada pode desenvolver
sintomas de 2 a 14 dias após a picada, em média, uma semana. Estes
sintomas podem praticamente não existir ou serem muito fracos, o que
dificulta o diagnóstico.
Nas pessoas que desenvolvem o quadro mais
característico, a febre pode ser moderada a alta, chegando até 39 a 40
graus. Esta febre pode durar de 2 a 3 semanas e geralmente a pessoa tem
que restringir as suas atividades, necessitando repouso no leito. É
comum ter dor de cabeça intensa, dor no corpo, calafrios e edema dos
olhos e conjuntivas.
Nos primeiros dias de febre pode aparecer
a mácula, de onde vem o nome da doença. São lesões de pele, róseas,
nos punhos e tornozelos, que progridem para o tronco e face e após, mãos
e pés. Em 2 a 3 dias, estas lesões adquirem um certo volume e podem
ser sentidas ao toque quando ficam de uma coloração mais forte. Após
4 dias podem ficar arroxeadas. Nas áreas de maior atrito, podem se unir
e formar uma placa que se parece com um hematoma. Pode haver descamação
nas áreas mais intensas. O local onde houve a picada pode formar uma úlcera
necrótica semelhante à lesão de picada de aranha.
A doença pode evoluir para cura espontânea
em 3 semanas. Porém nas formas mais graves, as lesões de pele são
mais hemorrágicas podendo até ocorrer áreas de necrose nos dedos, nas
orelhas, no palato mole e nos genitais. Podem ser acompanhados de
sangramento de gengivas, do nariz, vômitos e tosse seca intensa. Os
casos que necessitam de internação hospitalar são aqueles em que há
um comprometimento sistêmico com pressão baixa, sangramento digestivo,
desidratação e insuficiência ventilatória.
O diagnóstico diferencial se faz com
outras doenças infecciosas que também se apresentam com lesões de
pele e febre alta como febre tifóide, sarampo, rubéola, meningite
meningocócica, leptospirose e malária.
É importante ressaltar que muitas
pessoas podem ter esta infecção sem ou quase nenhuma lesão de pele
ficando o diagnóstico muito difícil.
A mortalidade pode chegar até 20% dos
casos diagnosticados.
Diagnóstico
O diagnóstico de certeza se faz através
de exames laboratorial do sangue do doente, através de sorologia e
cultura.
Tratamento
A maioria das pessoas tem um curso
benigno que necessita só de medicações sintomáticas como analgésicos,
antitérmicos, hidratação oral e repouso. Estima-se que estas pessoas
não chegam a procurar atendimento médico e a infecção tem uma resolução
espontânea em algumas semanas. Os casos mais graves, quando
diagnosticados, devem receber antibióticos específicos e medidas de
suporte, muitas vezes necessitando até de tratamento intensivo.
Prevenção
- Evitar contato com animais domésticos
e silvestres em regiões reconhecidamente de alta incidência da doença.
- Se for necessário entrar em contato
com animais vistoriar o corpo de 3 em 3 horas já que o carrapato
necessita ficar aderido por mais de 4 horas para transmitir a infecção.
- Se necessitar andar em locais de vegetação
alta, usar calças compridas e botas.
- Não esmagar o carrapato, já que a
bactéria pode entrar em algum ferimento do homem.
- Usar carrapaticida em animais domésticos
com a freqüência recomendada.
Curiosidade
Esta doença é a mesma conhecida nos Estados Unidos como Rocky
Mountain Fever, ou, Febre das Montanhas Rochosas.
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