|
25/11/2010
Promotor de São Paulo pede prisão de Tiririca

Defesa do humorista e deputado eleito diz que ele possui a alfabetização
exigida pela lei.
O promotor Maurício Lopes pediu à Justiça que o deputado eleito
Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, seja condenado a
cinco anos de prisão. Essa é a pena máxima para o crime de falsidade
ideológica, do qual o humorista é acusado.
Ontem, Lopes apresentou suas alegações finais na ação contra
Tiririca em curso na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo.
Segundo o promotor, Tiririca entregou à Justiça Eleitoral declarações
falsas sobre sua alfabetização e a propriedade de bens. A lei prevê
que a punição no caso pode ir de um a cinco anos de prisão.
"Pedi a condenação na pena máxima tendo em vista a repercussão
social do crime e a natureza da falsificação, que foi feita para
produzir uma fraude eleitoral de rumorosa consequência jurídica e
social", afirmou Lopes.
A atuação do promotor no caso já levou a Corregedoria do Ministério
Público a abrir uma investigação para apurar eventuais excessos dele
na busca por uma condenação do humorista.
Lopes também apresentou à Justiça um parecer de uma fonoaudióloga do
Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo que
acompanhou a audiência na qual Tiririca foi submetido a um teste de
ditado e leitura.
Ela apontou que o humorista apresentou sérias dificuldades no teste e
pode ser classificado como analfabeto funcional. "O leitor que lê
apenas decifrando letras e não interpretando o que foi lido ou que
escreve apenas reproduzindo palavras copiadas ou ditadas é o que
chamamos de analfabeto funcional", afirma o parecer.
A defesa do humorista diz que ele possui a alfabetização exigida pela
lei.
FONTE: Uol
|