A morte de uma adolescente vítima de meningite deixou em alerta a
Secretaria de Saúde do município de Bernadino Batista, no Alto Sertão.
Maria Jozicelma Ferreira, 16 anos, deu entrada no Hospital Regional de
Cajazeiras, na última terça-feira(31), com suspeita de dengue hemorrágica,
e faleceu na última quinta-feira (2), quando estava internada na
Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O diagnóstico clínico confirmou que o caso tratava-se de meningite
meningocócica, que é como o tipo mais grave. Para prevenir a população
do risco da doença, considerada altamente contagiosa, a Secretaria
Municipal de Saúde de Bernadino Batista, onde a vítima residia,
disse que tomou imediatamente providências para evitar um surto.
“Uma equipe de epidemiologia providenciou a desinfecção da residência
da vítima e a profilaxia de todas as pessoas que tiveram contato
direto com a vítima e chegaram a conclusão de que ninguém
apresentava indícios de ter sido atingido pela bactéria”, disse a
secretária de Saúde, Micelância Batista. O filho de Jozicelma, com
pouco mais de um ano de idade, foi internado por recomendação médica
no hospital infantil de Cajazeiras, mas, segundo Micelândia, foi
liberado e já está sob os cuidados da família.
Ela disse que durante o enterro da vítima, que ocorreu na última
quinta-feira, a orientação médica de evitar ao máximo o contato
com as pessoas foi seguida à risca e o cortejo seguiu diretamente
para o cemitério público e em nenhum momento houve abertura do caixão.
A secretária disse ainda que pretende desenvolver estratégias para
que as pessoas do município estejam plenamente informadas sobre a
doença, tendo em vista que a meningite acaba suscitando uma série de
entendimentos errados e provocando um temor muitas vezes desnecessário.
O médico Luciano Fernandes, do Hospital Regional de Cajazeiras, foi
um dos responsáveis pelo atendimento a Maria Jozicelma e disse que no
local foram adotados vários procedimentos de segurança para não
expor pacientes nem a equipe médica ao risco de contaminação. Ele
disse que, no momento, a melhor medida a ser adotada é a informação.
“As pessoas devem ser tranquilizadas acerca do risco que correm”,
afirmou.
Paraiba 1.