05/09/2010
Sertão: caso de meningite deixa cidade em alerta

A morte de uma adolescente vítima de meningite deixou em alerta a Secretaria de Saúde do município de Bernadino Batista, no Alto Sertão. Maria Jozicelma Ferreira, 16 anos, deu entrada no Hospital Regional de Cajazeiras, na última terça-feira(31), com suspeita de dengue hemorrágica, e faleceu na última quinta-feira (2), quando estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O diagnóstico clínico confirmou que o caso tratava-se de meningite meningocócica, que é como o tipo mais grave. Para prevenir a população do risco da doença, considerada altamente contagiosa, a Secretaria Municipal de Saúde de Bernadino Batista, onde a vítima residia, disse que tomou imediatamente providências para evitar um surto.

“Uma equipe de epidemiologia providenciou a desinfecção da residência da vítima e a profilaxia de todas as pessoas que tiveram contato direto com a vítima e chegaram a conclusão de que ninguém apresentava indícios de ter sido atingido pela bactéria”, disse a secretária de Saúde, Micelância Batista. O filho de Jozicelma, com pouco mais de um ano de idade, foi internado por recomendação médica no hospital infantil de Cajazeiras, mas, segundo Micelândia, foi liberado e já está sob os cuidados da família.

Ela disse que durante o enterro da vítima, que ocorreu na última quinta-feira, a orientação médica de evitar ao máximo o contato com as pessoas foi seguida à risca e o cortejo seguiu diretamente para o cemitério público e em nenhum momento houve abertura do caixão. A secretária disse ainda que pretende desenvolver estratégias para que as pessoas do município estejam plenamente informadas sobre a doença, tendo em vista que a meningite acaba suscitando uma série de entendimentos errados e provocando um temor muitas vezes desnecessário.

O médico Luciano Fernandes, do Hospital Regional de Cajazeiras, foi um dos responsáveis pelo atendimento a Maria Jozicelma e disse que no local foram adotados vários procedimentos de segurança para não expor pacientes nem a equipe médica ao risco de contaminação. Ele disse que, no momento, a melhor medida a ser adotada é a informação. “As pessoas devem ser tranquilizadas acerca do risco que correm”, afirmou.


Paraiba 1.