08/09/2010
Obras da transposição modifica a rotina de moradores
 


Canteiro de obras da transposição construído próximo à Boa Vista, São José de Piranhas.

Canteiros de obras, túneis e barragens. Desde o início da construção dessas obras da transposição do Rio São Francisco, em São José de Piranhas, a rotina de muitos moradores foi alterada por conta da oferta de trabalho.

Embora não absorva ainda toda a mão-de-obra local, dezenas de pessoas estão empregadas e satisfeitas com o novo serviço. É o caso de José Gonçalves, 40 anos, morador do sítio Irapuá, zona rural do município de São José de Piranhas. Ele conta que por várias vezes precisou deixar a esposa, os filhos e familiares para trabalhar no Maranhão e no corte da cana no interior de São Paulo.

Recentemente ele e um irmão foram contratados para trabalhar como ajudantes gerais numa empresa que presta serviço à transposição. - “Eu fiz minha ficha e fiquei os primeiros dias sem trabalhar esperando ser chamado, mesmo assim, na semana seguinte fui ao banco, passei o meu cartão, e já tinha dinheiro em minha conta. Além disso, tenho direito ao café da manhã, almoço, seguro de vida e até o transporte”, conta José empolgado com seu novo trabalho. Assim como ele, dezenas de homens e mulheres também seguem a mesma rotina, sem precisar sair de sua cidade, como muitos ainda fazem para trabalhar como bóia fria oito meses por ano, no sul do País.

Eixo Norte da transposição

As obras do ‘Lote 14’ do Eixo Norte da transposição do São Francisco continuam evoluindo. Há um mês começou a perfuração do túnel Cuncas 1, que emboca em Mauriti (CE) e desemboca em São José de Piranhas (PB), com extensão de 15,4 quilômetros. Enquanto isso homens e máquinas trabalham em três turnos na escavação do canal que têm 25 metros de largura por seis metros de profundidade.

O eixo norte da transposição do Rio São Francisco constitui-se em um percurso de cerca de 400 km, com ponto de captação de águas próximo à cidade de Cabrobó-PE. As águas serão transpostas aos rios Salgado e Jaguaribe até os reservatórios de Atalho e Castanhão no Ceará; ao Rio Apodi, no Rio Grande do Norte; e Rio Piranhas-Açu, chegando aos reservatórios de Engenheiro Ávidos e São Gonçalo, na Paraíba e Armando Ribeiro Gonçalves, Santa Cruz e Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte.


Redação,
do Radar Sertanejo.