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08/05/2011
Alto Sertão ainda conta com a exploração
do petróleo

As expectativas haviam sido frustradas pela Petrobrás,
mas outras empresas decidiram apostar na Bacia do Rio do Peixe.
Empresários, comerciantes, políticos e moradores das cidades de
Triunfo, Santa Helena e São João do Rio do Peixe, no Alto Sertão
paraibano, voltaram a se animar com a possibilidade da existência de petróleo
e gás na região em quantidade suficiente para atividades comerciais de
empresas petrolíferas de médio porte. Estas empresas usam o produto também
para outras finalidades além da refinação como a produção de material
para asfalto.
As expectativas em torno do mineral haviam sido frustradas em fevereiro,
quando a Petrobrás, maior extratora do produto, concluiu os trabalhos na
região e desistiu de explorar o petróleo por considerar a quantidade
inviável para suas atividades.
Com a saída da estatal, outras empresas petrolíferas como a Univen e a
Ral Engenharia, de São Paulo, e a construtora de rodovias Cowan, que
adquiriram lotes através de leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP),
decidiram apostar na Bacia do Rio do Peixe. Elas realizaram prospecções
por acreditar que o petróleo existente na Bacia é suficiente para suas
atividades. As pesquisas já foram concluídas e as amostras coletadas
foram enviadas para um laboratório no Rio de Janeiro.
O resultado das pesquisas, realizadas pela ANDL Geofísica, que foi
contratada pelas petrolíferas Univen e Ral Engenharia, deverá ser
divulgado ainda esse semestre. Os rumores também têm despertado os
interesses de outras empresas que atuam no setor em Mossoró (RN) e no Rio
de Janeiro e que aproveitam o petróleo para outras finalidades como a
produção de asfalto para rodovias.
A Univen Petróleo – refinaria privada que produz e comercializa
derivados do mineral como gasolina A, óleo diesel, óleo combustível e
solventes especiais – firmou um consórcio com a Ral Engenharia,
especializada em asfalto de rodovias. Elas arremataram oito dos 19 blocos
oferecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
(ANP) no setor SRIOP da Bacia do Rio do Peixe, durante a Nona Rodada de
Licitações. As empresas conseguiram os blocos RIOP-T-20, RIOP-T-21, RIOP-T-30,
RIOP-T-31, RIOP-T-55, RIOP-T-56, RIOP-T-57 e RIOP-T-61. O leilão dos
blocos na Bacia do Rio do Peixe rendeu para os cofres do Tesouro R$ 8,849
milhões.
No entanto, as empresas só se interessaram em estudar a viabilidade
comercial do petróleo na região, em dezembro do ano passado, quando a
Petrobrás já havia iniciado a perfuração dos poços. O resultado
obtido pela Petrobras de que a quantidade de petróleo encontrado não era
suficiente para a estatal, chamou a atenção das outras empresas que
decidiram fazer as prospecções por confiarem na viabilidade, tanto em
quantidade como em qualidade do produto para suas atividades.
Correio da Paraíba
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