Governo federal diz que transposição será entregue até o fim de 2016

Apesar das dúvidas que ainda pairam sobre a transposição do Rio São Francisco, o governo federal garante para o fim deste deste ano a entrega da obra. Prejudicada, entre outras razões, pela transição entre Dilma e Michel Temer e pelo afastamento de algumas construtoras que tiveram seus nomes citados na Operação Lava Jato, o projeto vai beneficiar o Ceará e outros estado do Nordeste. Procurado pelo O POVO, o Ministério da Integração Nacional informou trabalhar com a previsão para o próximo mês de dezembro.


No Ceará, o Cinturão das Águas é a principal promessa do Governo para amenizar os efeitos da seca no interior do Estado e em Fortaleza, caso haja racionamento de água na Capital, conforme veiculou O POVO na última sexta, 15.



Dono de custo inicial orçado em mais de R$ 8 bilhões e recente recebimento adicional por parte do Governo do Estado de mais de R$ 600 mil, o projeto, no qual devem ser aportados em breve R$ 10 bilhões para recuperação de nascentes e áreas degradadas, segue na dependência do atual ritmo das atividades para ser entregue. Com 87,4% de execução física (88,7% no Eixo Norte e 85,4% no Eixo Leste) e, segundo o Ministério da Integração (MI), suas equipes técnicas controlando as obras, o projeto tem orçamento acompanhado pelo Ministério da Integração, Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle (MTFC), antiga Controladoria-Geral da União, (CGU).



Comitiva cearense


Com visita realizada em abril deste ano por comitiva integrada pelos deputados estaduais Moisés Braz (PT), Leonardo Pinheiro (PSD), Sérgio Aguiar (PDT), Carlos Matos (PSDB) e Roberto Mesquita (PSD) nos municípios de Salgueiro (PE), Penaforte e Jati, ambas no Estado, as obras iniciadas em 2007 durante o governo Lula e previstas para serem encerradas em 2014 correm o risco de ainda serem atrasadas, já que estão sujeitas também a uma produção acelerada a fim de que o tempo em que elas ficaram paradas possa ser compensado nos próximos meses. Para isso, segundo o Ministério, houve ampliação do repasse financeiro mensal aos estados em até 43%. “O objetivo é acelerar as atividades das construtoras para que o cronograma pactuado com o governo federal seja cumprido”.


“Durante nossa ida ao local, o engenheiro informou que a previsão de chegada da água ao açude Jati, porta de entrada para o abastecimento no Ceará, é começo de agosto. Se isso acontecer, teremos água no nosso Estado entre novembro e dezembro. Esse intervalo é o tempo necessário para o escoamento”, explicou Leonardo, acrescentando que o prazo pode chegar a 2017. De acordo com Sérgio Aguiar, o prazo inicial era julho e, como houve atraso, a expectativa é o mês que vem.


O parlamentar, que informou não existir uma comissão ou frente da Assembleia responsável pelo acompanhamento das obras, disse ainda que a fase final independe de repasse dos recursos federais, já que a verba destinada ao Cinturão das Águas, meio pelo qual a água chegará ao açude Castanhão, já foi repassada aos cofres estaduais.



Fonte: O Povo




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