Paraíba é 2º estado do país com mais mortes por chikungunya, diz Saúde


A Paraíba é o segundo estado com maior número de mortes relacionadas a febre chikungunya, com 31 casos, cinco a mais em relação ao último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado. Segundo o Levantamento do Ministério da Saúde, em todo o Brasil, foram registrados 251.051 casos suspeitos de chikungunya, sendo 134.910 confirmados.


Segundo o Ministério da Saúde, os óbitos estão sendo investigados pelos estados e municípios mais detalhadamente, para que seja possível determinar se há outros fatores associados com a febre, como doenças prévias, comorbidades, uso de medicamentos, entre outros. Atualmente, 2.281 municípios brasileiros já registraram casos da doença.


De acordo com o último boletim, divulgado no dia 11 de novembro pela Secretaria de Saúde do Estado, no período de 1º de janeiro a 5 de novembro de 2016, foram registrados 20.290 casos suspeitos de chikungunya na Paraíba.


“Ressalta-se que a confirmação laboratorial do primeiro caso de chikungunya na Paraíba ocorreu em dezembro de 2015, sinalizando que grande parte da população ainda está suscetível ao adoecimento”, explicou a gerente operacional de Vigilância Epidemiológica da SES (PB), Izabel Sarmento.


Do ponto de vista epidemiológico, o aumento de casos era previsto, uma vez que a chikungunya é uma doença recente, identificada pela primeira vez no Brasil em 2014, e, por isso, a população está mais suscetível. O Ministério da Saúde trabalha com a possibilidade de que ocorra um aumento no número de casos nos próximos meses em alguns estados não afetados pela doença, devido à suscetibilidade da população ainda não exposta ao vírus e às condições climáticas favoráveis, como o calor e as chuvas, condições ideais para a proliferação do Aedes aegypti.


"Diante da situação de óbitos recomenda-se aos Serviços de Saúde intensificar as orientações sobre sinais e sintomas de dengue, chikungunya e zika à população, e em caso de adoecimento o usuário deverá procurar imediatamente a Estratégia de Saúde da Família (ESF) ou serviço de saúde mais próximo. Destaca-se que a estratégia mais efetiva para evitar os óbitos é a detecção precoce dos casos suspeitos e condução do manejo clínico adequado do paciente, de acordo com o agravo", explicou Izabel.


Fonte: G1

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