'Power Rangers' de Santa Rita, PB, têm spinners morfadores e Megazord com pá


Eles têm a força, são heróis e juntos formam o poderoso Megazord. E conquistaram mais sucesso do que esperavam com morfadores de fidget spinners, uniformes feitos com capacetes de moticilista e camisas de proteção UV e o Megazord que tem uma pá como arma. Publicada no Facebook, a versão dos “Power Rangers” feita por uma companhia de teatro de Santa Rita, na Paraíba, ultrapassou as 600 mil visualizações.



O vídeo tem 11 minutos e se passa na cidade Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa, onde cinco crianças brincam de explorar lugares desconhecidos. Em um ambiente hostil, elas encontram fidget spinners, que - alerta de spoiler - vão se revelar morfadores alguns minutos depois, e um homem misterioso, fazendo com que eles fujam do local.


Quinze anos depois, já adultos, os cinco amigos se reencontram e revelam que ainda guardam os brinquedos. De volta ao lugar onde estiveram anos atrás, eles se deparam com o tal homem misterioso, que se anuncia como Ômega e revela que eles foram escolhidos para a missão de defender Santa Rita de um grande vilão.


Os morfadores são ativados na Cascata de Santa Rita, onde acontece a grande luta contra os vilões. É nesse momento que acontece a “mágica”. Os cinco amigos se transformam em Power Rangers, com direito a efeitos “especiais” e capacetes coloridos, e derrotam os vilões juntando forças em um “megazord”, com a ajuda de uma pá para soltar um super-poder.


Diretor, editor e cinegrafista do filme, o professor David Rafael explicou que ele foi produzido para o evento anual da Cia de Artes Sinal de Alerta, o SociAlegria, realizado para arrecadar recursos para a confecção de cenários e figurinos do grupo, além do desenvolvimento de um novo espetáculo, chamado “A Escolha”. O evento rendeu R$ 838 para a companhia.


“Somos uma companhia de teatro cristã e passamos o ano fazendo apresentações de peças em igrejas e eventos na Paraíba e fora do estado. Uma vez por ano, fazemos esse evento, com a exibição de paródias de clipes e de um filme. É a única noite que a gente não apresenta peça, nem faz pregação”, explicou David.



Em anos anteriores, já foram feitas pelo grupo paródias de “Titanic” (2013), “Lagoa Azul” (2014) e “Crepúsculo” (2015), mas nenhuma fez tanto sucesso quanto os “Power Rangers” - a primeira produção da companhia que contou com efeitos especiais.


“A gente tinha pensado em fazer em outros anos, mas não sabia como. Mas a gente aprendeu como fazer edição de efeitos especiais e, mesmo que seja meio tosco, viu que era possível. A partir daí, a gente imaginou os locais e, durante a gravação, vai surgindo o roteiro, as piadinhas”, revelou o professor.


O período entre a concepção da ideia e o fim da edição foi de uma semana. As gravações aconteceram durante dois dias, sendo um turno com as crianças e outros dois turnos com os adultos.


“A gente não tem equipamento próprio, sempre tem que pedir emprestado. O interessante é que, esse ano, todos estavam ocupados e a gente gravou com smartphone”, contou David.


Segundo a companhia, o vídeo já alcançou mais de 2 milhões de pessoas na rede social e foi visualizado mais de 600 mil vezes.


“A gente já esperava alguma repercussão, por causa do ‘Titanic’ [7 mil visualizações no YouTube], mas não imaginava que fosse ser tão grande. A gente estava acostumado com 10 mil visualizações, no máximo. Ficamos um pouco assustados, mas deu pra alcançar bastante gente e abrir espaço pra falar do que realmente interessa pra a gente”, disse.

Agora, a companhia vai ter que se reunir para decidir se vai atender o pedido dos “fãs” de fazer novos episódios da saga. “A gente não tinha pensado em dar continuidade. É uma coisa que a gente precisa conversar, se vale a pena”, comentou.


G1PB


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