Marcelo Odebrecht deixa prisão e encara disputa com seu pai


Nesta terça-feira, a carceragem da Polícia Federal em Curitiba se despede de um dos mais célebres de seus prisioneiros, o empresário Marcelo Odebrecht.


Ex-presidente do grupo que leva seu sobrenome, ele encerra seu período de 914 dias em regime fechado e segue para a prisão domiciliar em sua mansão na Zona Sul de São Paulo.


O imóvel no conjunto residencial Jardim Pignatari é o mesmo em que Odebrecht foi preso no dia 19 de junho de 2015, quando se preparava para o tradicional banho de piscina pela manhã.


Com a tornozeleira eletrônica, o empreiteiro poderá desfrutar de seus antigos hábitos, dos tempos em que era “apenas” o dono de uma fortuna de 10 bilhões de reais.


Nos dois anos e meio que ficou atrás das grandes, Odebrecht foi o troféu dos investigadores em Curitiba.

Tanto que a operação que o deteve foi batizada de “Erga Omnes”, expressão que afirma que a lei é feita para todos.


Foi preciso um ano e meio de prisão para que Odebrecht capitulasse para uma colaboração premiada, que por bastante tempo foi apelidada de “delação do fim do mundo”.


Eram tempos em que a delação do grupo J&F, que envolveu gente graúda e com provas substantivas, estavam longe de vista.


Revelaram-se suspeitas contra o presidente Michel Temer, que teria pedido pessoalmente dinheiro para caixa dois de campanhas peemedebistas, propinas na área de infraestrutura em arenas da Copa do Mundo, Olimpíada de 2016, hidrelétricas, portos e estradas.


As denúncias envolveram líderes do PMDB, do PSDB e do PT, além de seus aliados. Odebrecht ajudou a fulminar a carreira política do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e entregou novas provas a denúncias contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vai a julgamento em janeiro.


Os efeitos da delação de Odebrecht e de 76 outros executivos da empresa ainda se desenrolam. Enquanto isso, o empresário passará dois anos e meio em domiciliar com restrição de saídas e visitas.


Rompido com o pai, Emílio, terá de ficar até 2025 longe da Odebrecht por ordem da Justiça. A contenda familiar fez com que Emílio forçasse uma cláusula no regimento da empresa que pode impedir para sempre o retorno de Marcelo para a companhia.


Odebrecht tenta uma aliança com os primos Francisco Peltier de Queiroz Filho e Emilio Odebrecht Peltier de Queiroz para tocar a holding familiar Kieppe, que controla a Odebrecht.


A prisão domiciliar de Marcelo Odebrecht não será dedicada apenas a banhos de piscina.


Jatobanet com Exame

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