Perícia confirma que motorista causou acidente que matou 15 pessoas em Goiás


O lauro pericial confirmou que o grave acidente ocorrido na BR-020, próximo ao município de Formosa (GO), no dia 15 de fevereiro, foi causado pelo motorista do ônibus da empresa Expresso Guanabara, que saiu da cidade de Cajazeiras, sertão da Paraíba. De acordo com os investigadores, o condutor invadiu a faixa contrária da rodovia, tentou voltar, mas não conseguiu.


O relatório da perícia destaca: “Diante do estudo e interpretação dos vestígios materiais constatados no local, conclui o perito criminal que a causa determinante do acidente foi o comportamento ilegal do motorista da unidade V-1 (ônibus), ao invadir com o seu veículo a contramão da rodovia”.


A carreta, de acordo com a análise, trafegava a 90 km/h. O limite de velocidade da via é de 80km/h, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O condutor do ônibus, Edson Lima, 47 anos, morreu na hora. O motorista da carreta, Luiz Carlos Dziecinny, voltou para o Paraná, onde mora, e deve prestar depoimento em uma delegacia daquele estado.


Nesta semana, o coordenador-geral de operações da empresa, Ismael Francisco dos Santos, foi ouvido pelo delegado Jandson Bernardo da Silva, da 2ª Delegacia Distrital de Formosa, unidade responsável pelas investigações.


Na ocasião, ele informou que Edson iria completar dois anos de empresa. No dia do acidente, o motorista teria ficado 20 horas descansando antes de assumir o volante. Conforme Santos informou, a legislação determina descanso mínimo de 11 horas entre uma jornada e outra.


Ziguezague

Testemunhas contaram ao também delegado de Formosa Antônio Humberto Soares Costa que o ônibus já vinha andando em ziguezague na rodovia antes do acidente. De acordo com relatos de passageiros, Edson Lima quase bateu em um guard-rail antes da tragédia.


Inicialmente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) considerou duas hipóteses que podem ter levado o motorista a perder o controle do ônibus: mal súbito ou ele teria dormido ao volante. Há, ainda, a possibilidade de o motorista ter tentado uma ultrapassagem sem conseguir voltar à via.


Autuações

A Expresso Guanabara foi autuada pelo Ministério do Trabalho 27 vezes durante duas operações do Grupo Especial de Fiscalização do Trabalho em Transportes (Getrac). As ações foram realizadas nos estados do Maranhão e Paraíba.


Segundo o ministério, foram registradas diversas irregularidades, entre elas: a falta de descanso e excesso de jornada. A empresa teve direito ao contraditório e à ampla defesa. O processo ainda está em andamento. Questionada, a Expresso Guanabara ainda não respondeu aos questionamentos da reportagem.


Nove mortos

A colisão, registrada em 15 de fevereiro, resultou em nove mortes e deixou mais de 30 feridos, entre elas, a paraibana Wigna Casimiro Gonçalves, de 45 anos, natural do município de Sousa, no Sertão do estado.


Com o impacto da batida, o coletivo ficou partido ao meio. Uma aeronave e sete ambulâncias, bem como equipamentos de corte para ajudar na retirada de vítimas das ferragens, foram enviados ao local, a 45 quilômetros de Brasília.


O acidente ocorreu entre as cidades de JK e Bezerra, em via de mão dupla, onde a ultrapassagem é proibida. O ônibus fazia o trajeto de Cajazeiras (PB) a Goiânia (GO).


Com informações do Portal Metrópoles


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