Sites e aplicativos que prometem devolver dinheiro ao consumidor ganham mercado


Quem não quer comprar e ter parte do dinheiro de volta? Esta é a promessa do cashback, um tipo de programa de fidelidade que pouca gente no Brasil conhece, mas que é bem popular no exterior ao garantir o retorno de parte do valor pago em uma compra feita pela internet. Em alguns casos é tentador: a depender da plataforma, o retorno pode ser de até 50%.


O CORREIO listou oito opções de cashbacks que operam no País (abaixo). Mas, como diz o ditado, quando a esmola é muita o santo desconfia. Assim, o consumidor precisa entender como funciona este sistema de bonificação para não acabar caindo no golpe do falso desconto.


Na prática, as empresas parceiras pagam para anunciar no site e nos aplicativos de que operam o programa. Por isso é importante conhecer bem as condições de remuneração. O alerta é da economista do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim: “A orientação é que o consumidor tenha acesso à política de descontos, e ao contrato e verifique se o site disponibiliza um canal onde ele possa recorrer caso ocorra algum problema”.


Fato é que o mercado dos cashbacks está em consolidação, como afirma o diretor para meios de pagamentos da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, Franz Schoenborn. “Enquanto a fidelização tradicional dá pontos que após juntados em quantidades relevantes podem ser trocados por produtos e prêmios, com o cashback esse benefício retorna em dinheiro sem que o consumidor tenha que esperar para juntar o suficiente e trocar por alguma coisa”, destaca.


Ainda de acordo com ele, com a concorrência cada vez mais acirrada entre as lojas virtuais, a aquisição de novos clientes é cada vez mais difícil e o custo disso, mais caro. “Para as empresas, os principais motivos estão nas vendas e na fidelização. Apesar de ser um mercado em formação, os cashbacks trazem um benefício imediato para o cliente. Eles dividem a comissão com o consumidor. O caminho é que isto ainda cresça acima da média do e-commerce”.



Grana na conta

Uma das opções de cashbacks disponíveis no mercado é o site Méliuz. O valor do retorno, a depender da oferta e da loja, pode chegar a 50%. A plataforma tem mais de 1,6 mil lojas parceiras e já devolveu mais de R$ 65 milhões em sete anos de operação. “Em supermercados e drogarias, produtos promocionais chegam a ter 50% de cashback. Com a crise, programas de recompensa que antes eram usados para atender a desejos dos consumidores se tornaram uma forma de complementar o orçamento. O cashback surge como uma alternativa que dá a liberdade de usar o dinheiro onde e como quiser”, diz o presidente da Méliuz, Israel Salmen.


Outro sistema que opera neste sistema é o site My Cashback. São mais de 300 lojas virtuais parceiras com retorno médio de 5%. O presidente da empresa é Tomer Gooterman, que afirma: “Quando chegamos ao Brasil, as pessoas eram muito céticas com relação ao sistema e não acreditavam que iriam recuperar o dinheiro. Ao perceber que uma vez que ele consegue o dinheiro de volta, ele vai voltar ao site para comprar mais uma vez”.


No Compre e Volta, a promessa de retorno é de 10%. Todos os membros podem resgatar até R$ 300 por mês, além do bônus mensal de R$ 20. “Hoje o cliente compra com você, amanhã não. Cada compra é iniciada todo o processo de conquistar o consumidor de novo. Fidelizar o consumidor é estratégico e os programas de cashbacks fomentam isso”, ressalta o diretor regional da Affinion, empresa que administra o site, Caio Palma Jacobino.



Extra

E por falar em dinheiro na conta, para o educador financeiro Antônio Carvalho toda economia é válida. “O cashback é um desconto inverso, ao invés de vender o produto mais barato, a empresa devolve parte do valor. Neste caso é preciso comparar com outras ofertas o valor devolvido com o preço final de um produto com desconto e aí avaliar se a opção é mais vantajosa, ou um falso desconto disfarçado”.


Por isso, observe os preços e compare os valores. O que não pode é se endividar para aproveitar um cashback: “Tome cuidado com o consumismo. Gastar demais só para aproveitar um desconto não é uma decisão inteligente”, completa o especialista.



Correio24horas


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