Manter a casa arrumada na quarentena pode melhorar a energia do ambiente e evitar acúmulos


Enquanto se vive uma quarentena, em decorrência de uma pandemia, são muitos os aspectos que fazem pesar a cabeça. Isolamento social, o aumento do tempo livre, o deslocamento de uma rotina inteira para dentro de um espaço reduzido. O momento, de desconhecimento do que virá pela frente, pede leveza para que se possa melhor passar pela situação.


Para se livrar do que não faz mais sentido, a organização do lar pode ser uma forma de felicidade em meio ao caos, além de ser uma possibilidade de se reconectar com ambientes não explorados da própria casa.


Segundo Feng Shui, a bagunça é sinônimo de estagnação. Ao longo da vida - ou até mesmo da semana, em uma escala menor - é comum trazer objetos desnecessários para dentro de casa. Sacolas, papéis, brindes. Para Fernanda Abreu, personal organizer, o excesso atrapalha o cotidiano ao privar os espaços de abrigarem o que é realmente necessário. Esta não é a hora de viver entre excessos, mas de questionar o que é prioridade de se ter agora.

O acúmulo da desordem também pode gerar efeitos negativos à qualidade de vida, como a perda de tempo ao procurar peças importantes que se perderam, além de uma pior circulação do ar, que pode promover o aparecimento de mofo, ácaros e insetos e causar problemas respiratórios.


Quando é costume viver em meio à excedência de coisas, parece difícil dar o primeiro passo às mudanças. Para tanto, Fernanda simplifica o propósito da arrumação. "O princípio básico da organização é que tudo na casa tem que ter um endereço. Não tem a ver com estar esteticamente lindo, tem a ver com onde eu vou procurar e encontrar o que eu realmente preciso ", afirma.


A personal organizer sugere que o começo de toda organização deve se pautar por uma prática muito básica: conhecer tudo o que possui. "É abrir gavetas e armários, subir nos maleiros e tirar tudo o que tiver lá para conhecer. É interessante dizer isso, pois muita gente não sabe o que tem em casa. Só depois de tirar do lugar e conhecer é que começamos a desapegar", expressa.



MÉTODOS

Após separar e se apresentar a todos os seus bens, o próximo passo é diferenciar o que é essencial do que é excesso. Documentos com mais de cinco anos, roupas que não servem mais ou que nunca são encaminhadas para conserto e cadernos antigos são exemplos de acúmulos desnecessários bastante usuais de encontrar nas casas. É a partir desse exercício que vem a parte mais difícil do processo. Desapegar.


"As pessoas têm dificuldade de desapegar e isso não é somente para quem passa por um distúrbio, uma pessoa acumuladora. O grau de dificuldade é para todos nós. O ser humano é notoriamente apegado a bens materiais, independentemente da classe social", explica Fernanda.

Entretanto, ela salienta que tudo faz parte de um desenvolvimento gradativo. "Vai ser lindo e maravilhoso da primeira vez? Não, o primeiro desapego para muitas pessoas é muito difícil, principalmente quando se trata de recordação. Ainda ficarão itens considerados excessos, mas já é um grande passo. Só depois de feito o desapego é que nós vamos categorizar tudo", complementa.

A categorização se trata justamente de dar um destino específico para cada peça, de acordo com sua funcionalidade. Uma gaveta apenas para meia, uma pasta apenas para exames médicos, uma caixa apenas para remédios. Dessa forma, se torna consideravelmente mais fácil encontrar o que precisa e, aos poucos, a harmonia volta a se instaurar no lar.



PARA MANTER

Não deixar a bagunça acumular novamente é uma ótima forma de garantir que o trabalho não precise começar do zero novamente. Nesta etapa, a palavra-chave é manutenção, e não existe melhor manutenção do que simplesmente voltar os objetos para seus endereços específicos. O ato é descomplicado, porém, a procrastinação faz com que, muitas vezes, deixemos para depois o que pode ser feito agora.


Para superar essa barreira preguiçosa, a indicação da profissional é direta: "Se você tem que fazer uma ação, guardar alguma coisa, acomodar algum produto, e essa ação demora menos de dois minutos, faça agora". A atitude tem como referência a metodologia "Getting Things Done", do consultor americano David Allen.



EFICIÊNCIA

Outra dica eficiente para evitar o acúmulo é, semanalmente, separar um período de trinta minutos a 1 hora para fazer uma ronda pelos espaços da casa e recolher tudo aquilo que entrou e que não faz sentido estar lá.

Dessa forma, aos poucos, a arrumação passa a fluir mais naturalmente. Entretanto, é necessário sempre deixar claro que a organização não segue apenas um padrão, mas se adequa à rotina e às necessidades de cada pessoa.


Em um momento de (re)organizações, tanto pessoais quanto estruturais, Fernanda visualiza nele a oportunidade de focar no que realmente importa. "Esse período de quarentena está nos ensinando a sermos mais vigilantes. Manter a organização, vigiar o que entra na nossa casa, lavar as mãos, higienizar os sapatos e deixá-los fora da casa. É um momento de se desconstruir e construir novos hábitos", arremata.

Diario do Nordeste


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