Pressão alta: o que você não pode deixar de saber



Há um contexto importante de ser observado quando o tema é hipertensão arterial: é uma doença com sintomas pouco específicos. Isso a torna mais perigosa, ainda que possa ser facilmente diagnosticada com a simples aferição regular da pressão.


A enfermidade costuma se manifestar claramente já com a configuração de quadros graves de saúde, muitas vezes irreversíveis, mas desenvolvidos silenciosamente durante anos.


Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão afeta um a cada quatro adultos no país e é responsável por mais de 300 mil mortes por ano. Atualmente, os hipertensos fazem parte do grupo de risco para a Covid-19.


E muitos brasileiros sequer sabem que têm a doença e que é possível tratá-la com disciplina de acompanhamento, adoção de hábitos saudáveis e medicação.


Veja quais informações e cuidados você precisa estar atento para ficar fora dessa estatística.



O que é hipertensão arterial?

Ao ser bombeado pelo coração, o sangue exerce uma força direta sobre as paredes das artérias.


A pressão causada por esse processo circulatório interno é considerada normal quando está na média de 12 (máxima – pressão de bombeamento) por 8 (mínima – resistência que os vasos impõem ao fluxo de sangue bombeado). A elevação desses índices, consequentemente demanda esforço extra do coração.


É classificada dentro do quadro de hipertensão arterial qualquer pessoa, independentemente da idade, que apresente valores de pressão arterial iguais ou superiores a 14 por 9, medidos em repouso e por mais de uma vez.



Genética e outras causas

A maioria dos casos de pressão alta são de origem hereditária. Filhos de pais ou mães hipertensos têm mais chances de desenvolverem a doença e precisam de maior precaução.


Há outras causas consideráveis: doenças endócrino-metabólicas e vasculares, obesidade, colesterol elevado e diabetes, idade e, principalmente, estilos de vida pouco saudáveis, que são pontos críticos na incidência e no descontrole do problema.



Principais consequências

O aumento crônico da pressão arterial pode aumentar a espessura das artérias em órgãos importantes do corpo humano, trazendo sérios riscos à saúde: no coração, pode levar o indivíduo ao infarto; no cérebro, provocar acidente vascular cerebral (AVC) e causar insuficiência renal.


A estimativa é que cerca de 25% dos casos de doença renal, 50% dos infartos do miocárdio e 80% dos derrames cerebrais estão relacionados à hipertensão.


Colesterol alto, obesidade e diabetes também agridem os vasos sanguíneos podendo alterá-los de maneira a gerar as mesmas consequências.



Acompanhamento médico

É importante diagnosticar o quanto antes a hipertensão com acompanhamento de um cardiologista, que vai solicitar os exames para definir o grau da doença e analisar os fatores associados a serem considerados em cada caso.


A aferição periódica da pressão – a cada consulta, a cada seis meses ou ao menos uma vez ao ano – permite identificar o surgimento e a evolução da hipertensão ao longo da vida, inclusive em crianças.


Somada às informações do histórico familiar, dos hábitos de vida e ao resultado dos exames de sangue, o médico consegue dados para determinar o tratamento e receitar a medicação específica, se for o caso.


Como a pressão alta é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, recomenda-se procurar o atendimento de cardiologia, como o oferecido pela Rede D’Or São Luiz, para a indicação de exames mais sofisticados e de programas preventivos direcionados.


A hipertensão não define sintomas específicos, mas, quando está mais crítica, pode haver dores de cabeça, na nuca ou no peito, cansaço, fraqueza, tontura, falta de ar, visão embaçada e sangramento nasal.


Entretanto, não é seguro confiar apenas nesses sinais para detectar a pressão alta. Somente a medição constante pode alertar e evitar emergências.



Vida saudável

Os grandes desafios no tratamento da doença são a precaução e a disciplina. Se é importante manter o monitoramento médico por toda a vida, também é necessário adotar e persistir nos hábitos saudáveis, mudando rotinas que prejudicam a saúde.


Atividades físicas regulares, alimentação balanceada e restrição ao uso de sal (que provoca a retenção de líquido e aumenta o nível de pressão nos vasos arteriais), redução no consumo de álcool e tabaco e gerenciamento do estresse estão entre as principais orientações para quem quer controlar a pressão alta.


Em se tratando de um quadro crônico, que, lembrando, é um fator de complicação para o novo coronavírus e outras doenças, essas medidas podem resultar no controle e evitar o agravamento da doença.

Wscom

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