Desmatamento da Amazônia é o maior em dez anos



Segundo a Imazon, área florestal desmatada em abril foi de 529 km², equivalente ao município de Porto Alegre. O acumulado de 2020 já é maior que cidade de São Paulo.

O desmatamento da floresta amazônica aumentou 171% em abril deste ano com relação ao mesmo período de 2019, de acordo com dados do Sistema de Alerta de Desmatamento(SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia(Imazon), que não é ligado ao governo. Já o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial(INPE) divulgou na sexta-feira(10Julho2020) os dados consolidados do desmatamento da Amazônia para o mês de junho. Seguindo a tendência de alta dos meses anteriores, a Amazônia perdeu 1.034,4 quilômetros quadrados. Uma alta de 10,65% em relação a junho do ano passado, quando foram desmatados 934,81 km². Os números mostram que as pressões externas e o recente movimento do governo de enviar forças militares para combater o desmatamento ainda não surtiram efeito. Somando os seis primeiros meses a Amazônia teve 3 mil km² de floresta desmatadas, 26% mais do que o ano passado. Este é o pior resultado para o primeiro semestre da última década. O desmatamento no mês de abril, o maior em dez anos no País, representa 529 km² de floresta derrubada, o que equivale aproximadamente ao território do município de Porto Alegre. O desflorestamento se deu em em seis estados: Pará, responsável por 32% do desmatamento; Mato Grosso(26%); Rondônia(19%); Amazonas(18%); Roraima(4%); e Acre(1%). No entanto, isso se refletiu em apenas dez municípios: Altamira(PA), com 72 km²; São Félix do Xingu(PA), com 44 km²; Apuí(AM), com 38 km²; Porto Velho(RO), com 31 km²; Lábrea(AM), com 23 km²; Colniza(MT), com 22 km²; Novo Progresso(PA), com 16 km²; Candeia do Jamari(RO), com 14 km²; Cujubim(RO), com 14 km²; e Jacareacanga(PA), com 12 km². Destes, somente Apuí não está na lista de prioridades de proteção do Ministério do Meio Ambiente. Neste abril, comunidades indígenas também foram atingidas pela devastação. Entre elas está a Terra Indígena(TI) Yanomami, localizada entre Roraima e Amazonas, que, segundo o SAD, foi a segunda TI com a maior área desmatada no mês de abril. Durante o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, o desmatamento na Amazônia foi maior em territórios com a presença de povos indígenas isolados, como comunidades Yanomami. Segundo dados oficiais do sistema Prodes(Inpe), o desmatamento nas Terras Indígenas em 2019 foi 80% maior em comparação com o ano de 2018. Já nos territórios com a presença de povos indígenas isolados o desmatamento aumentou em 113%. De acordo com um levantamento do Instituto Socioambiental(ISA), a TI Yanomami é uma das mais vulneráveis à pandemia causada pelo novo coronavírus. E é justamente nesse período de recomendações de isolamento social que a comunidade é uma das mais atingidas pelo desmatamento, refletindo exploração ilegal no local.


Imazon


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