AstraZeneca pode retomar testes da vacina de Oxford semana que vem



Os testes da vacina de Oxford, interrompidos devido à suspeita de reação adversa grave em um volunário no Reino Unido, conforme divulgado na terça-feira (8), podem ser retomados no início da próxima semana, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal britânico Financial Times.


O voluntário teria desenvolvido uma doença inflamatória rara chamada mielite transversa, inflamação que afeta a medula espinhal, bloqueando a transmissão dos impulsos nervosos, ainda de acordo com o jornal.


O caso está sendo investigado por um comitê independente das empresa AstraZeneca, desenvolvedora da vacina junto à Universidade de Oxford. O diretor-executivo da empresa, Pascal Soriot, afirmou nesta quarta-feira (9) que a suspensão dos testes é uma "pausa temporária".


A AstraZeneca seria uma das primeiras a entregar resultados do estudo clínico da vacina contra a covid-19. A vacina de Oxford é uma das apostas do Brasil para a imunização da população.


Está sendo testada em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia em 5 mil voluntários desde o dia 20 de junho. O laboratório Bio-Manguinhos, ligado à Fundação Oswaldo Cruz, deverá produzir a vacina no Brasil segundo acordo firmado pelo Ministério da Saúde. Caso seja aprovada, a previsão será de 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões no primeiro semestre de 2021.


A vacina é composta por adenovírus de chimpanzés, que causa o resfriado comum, enfraquecido, e fragmentos do novo coronavírus, para estimular o corpo a produzir anticorpos.



R7


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